03 fevereiro 2014

Rindo, criticam-se os costumes:

Martins Pena¹



O que é Comédia de Costumes?
Comédia de Costumes é um gênero teatral de grande difusão no Brasil. O escritor francês Molière é considerado o principal criador da comédia de costumes. No Brasil, o dramaturgo Martins Pena¹ (1815-1848) é considerado o principal representante e pioneiro deste gênero, sendo considerado por muitos "O Molière Brasileiro".
A comédia de costumes caracteriza-se pela criação de tipos de situações de época, com uma sátira social. Propõe uma análise referente aos costumes e comportamentos humanos em determinado contexto social, como corrupção de normas de conduta, preconceito, amores ilícitos, dentre outros temas, sempre com um ar mais cômico. 
O estudo de Comédia de Costumes é proposto no Caderno do Aluno de Língua Portuguesa Vol.1 do 2º ano do ensino médio, então, se é esse o seu caso, está lendo o artigo certo. Se você não for um aluno do ensino médio, não faz mal: Estamos constantemente rodeados de meios de informação, e você com certeza já deve ter se deparado com uma comédia de costumes e, portanto, não lhe fará mal aprender. No caso da apostila (Caderno do Aluno), temos o exemplo da música Caviar, do Zeca Pagodinho, que critica a desigualdade social.
Enfim, como diz o enunciado, "Rindo, se criticam os costumes".
Fique esperto!

Obs: As apostilas ainda não chegaram, mas nossa professora já está apresentando os conteúdos.

-Sátira: Técnica literária que ridiculariza determinada situação, assunto ou indivíduo, com intuito de provocar uma mudança ou protestar contra determinado tema.Apesar de ser famosa por provocar o riso,a sátira nem sempre é cômica: por vezes, chega a ser inclusive trágica. No caso de uma sátira social, é uma sátira que tem o intuito de defender uma questão social, ridicularizando-a.

30 janeiro 2014

Metáforas e Comparações: Não confundir!

Metáforas e Comparações são duas notáveis Figuras de Linguagem, que têm a finalidade de comparar algo ou alguém à outro ser ou sujeito. Entretanto, possuem estruturas diferentes, e por isso são constantemente confundidas uma pela outra. Mas, calma. Vamos colocar o "pingo nos 'is'".

Comparação

Comparação é uma figura de linguagem, que tem por objetivo comparar seres ou sujeitos. Para isso, faz uso de termos, chamados conectivos comparativos, que, literalmente, conectam os seres comparados, ocorrendo assim a comparação. Veja:

  • "Eu sou de carne e osso que nem você!"
Na frase, o termo "que nem" é um conectivo comparativo. Por tanto, a frase é uma Comparação.
Os principais conectivos comparativos são:

Que, do que (Depois de maior, melhor ou mais ou menor, pior e menos), como, tão...como, mais...como, menos... do que, assim como, bem como, que nem...

→As reticências (...) acima representam os adjetivos que podem ser usados na comparação (Por exemplo: Alto, feliz, belo, feio, baixo, etc.).

Metáfora

Metáforas também tem o intuito de comparar seres, contudo, não apresenta conectivos. Digamos que ela seja mais direta, mas cuidado: Por não possuir conectivos, ela pode ter um significado implícitos e de duplos sentidos. Veja:
  • "O amor é fogo que arde sem se ver". (Luiz Vaz de Camões)
Na frase, do famoso Soneto de mesmo nome, Camões compara o amor com um fogo que arde sem se ver, ou seja, algo que esquenta o coração, que só pode ser sentido por quem está apaixonado. Por não apresentar conectivos comparativos, a oração é uma metáfora.
Metáforas apresentam equivalências. Os verbos é que indicam a comparação dos termos (O amor é fogo[...], é é a 3ª pessoa do verbo ser).

Resumidamente, comparações possuem conectivos, e as metáforas não. 
Agora, tenho certeza de que não haverá mais confusão. 
Fique ligado!

-Figuras de Linguagem: São recursos literários ao qual o escritor pode aplicar em seu texto para conseguir um determinado efeito na interpretação de quem o lê (No caso, o leitor).

-Conectivos comparativos: Termos que ligam períodos (Estruturas linguísticas com duas ou mais orações). No caso dos comparativos, ligam dois termos com objetivo de compará-los.

-Oração: Diferente de uma frase, orações possuem verbo. São assim, estruturas linguísticas completas, com verbos e/ou locuções verbais, sujeito e predicado. Não confundir frase com oração, hein?

27 janeiro 2014

As aulas recomeçaram... E agora?


Nesta segunda-feira, as aulas voltaram para milhões de estudantes em todo o país. É chegada a hora de separarmos o material, de nos prepararmos para um ano cheio de trabalhos, avaliações, testes... Como todo ano, aliás.
O grande dilema é o momento em que o aluno percebe que o que ele aprendeu no ano anterior (Se ele aprendeu) não foi o suficiente para este ano, ou pior: O conteúdo não foi aprendido. Hora de perder a cabeça? Na verdade, não. Não necessariamente.

Como se preparar para o ano letivo?

Primeiro: Antes de se culpar pelo o que não aprendeu, ou aprendeu pouco, avalie o que você realmente aprendeu. Próximo passo: Peça ajuda. Se há algo que posso aconselhar, é: "Se você tem uma dúvida, não guarde-a com você: Compartilhe", isso é, peça ajuda à seu professor, ao seu pai, sua mãe, até mesmo aquele seu colega estudioso, que compreende bem a matéria. Não guarde uma dúvida, pois, se você sempre o fizer, no final, sua dúvida minúscula acaba se misturando com novas dúvidas, tornando-se um problema mais sério. Aproveite principalmente o primeiro dia de aula para isso, pois, certamente, seu professor(a) ainda está planejando os conteúdos do bimestre, e pode incluir uma ou mais aulas de revisões que poderão sanar suas dúvidas.

Como se preparar para as aulas de Língua Portuguesa e Literatura?


Comece atualizando-se. Tenha um dicionário em sua bolsa (Tenha um de Português e um de Inglês no mínimo). Se você já tem um, avalie sua eficácia. Para avaliar um dicionário:
  • Veja se ele está de acordo com a Nova Ortografia (A nova ortografia entrou em vigor em 2006, por tanto, versões dos anos anteriores estão desatualizados)
  • Ele ainda sana as suas dúvidas? Se sua resposta foi "não", é melhor adquirir um mais atualizado, pois, a partir do momento que um dicionário não contém as palavras que você necessita entender e não esclarece uma dúvida, seja ortográfica, etimológica ou gramatical, ele não está fazendo o seu papel.
  • Suas utilidades o deixam satisfeito? Por exemplo, está feliz por seu dicionário ter separação silábica, grade com coletivos, pontos da gramática (Como o famoso "uso do Por que, Porquê, Porque e Por quê") e gentílicos (Gramática Que designa a nação a que se pertence; pátrio), ou sentindo necessidade em ter um com origens etimológicas e conjunções verbais? 
Se nas três questões você respondeu "Não", hora de aposentar seu dicionário e comprar um novo (Veja mais em O melhor amigo dos letrados - O Dicionário e na página do Google Livros, para pesquisar mais sobre dicionários. Vale clicar nos botões de livrarias na parte superior desta página). Se sua resposta foi "Sim" para todas as perguntas, ou seja, o dicionário está em dia com a ortografia e ainda oferece as facilitações de que você necessita, não há porquê querer substituí-lo.
Continuando: Converse com seu professor de português. Pergunte quais serão os temas da aula e os dias de aula com ele. Já sabe os assuntos? Então não custa começar a pesquisá-los em casa. Se o fizer, estará mais preparado para a aula, e, em vez de se deparar com um assunto desconhecido, você terá a chance de expandir o seu conhecimento.
Quando tiver uma revisão, participe da aula, prestando a atenção e colaborando com perguntas, respostas e reflexões. E considere as orientações do professor. Em vez de bater de frente, cresça com as críticas, as broncas e as opiniões contrárias, ouça o que seu mestre tem a dizer. Ele está à sua frente nos estudos, vale a pena escutá-lo.
Enfim, essas foram as dicas de como se reprogramar para um novo ano de estudos. Se tiver uma dúvida, vale conferir o blog Aprendiz de Escritor. Algum questionamento? Uma opinião? Dê a graça de seu comentário. 
Boas aulas e um próspero 2014!

15 novembro 2013

Sílaba Tônica, Subtônica e Átona

Sílaba Tônica

Sílaba Tônica é toda a sílaba com a tonalidade fonética mais forte em uma palavra. Há apenas uma sílaba tônica por palavra.
Exemplos: Sonho (Sílaba tônica: So), Felicidade (Sílaba tônica: -da), Escritor (Sílaba tônica: -tor), Ca (Sílaba Tônica: -)
Uma dica para você identificar a sílaba tônica é a seguinte:
  1. Finja que você precisa "chamar" essa palavra (Ex: Cachorro)
  2. Chame-o assim: "Ô cachorro", "puxando" a sílaba mais forte.
  3. Pronto. Você descobriu a sílaba tônica (No caso, o -chor de Cachorro)
O mesmo acontece com nomes próprios e sobrenomes:
Exemplos: Guilherme, Luiza, Silva, Fernandes.
E, quando há acentuação (´^`), a sílaba tônica é a sílaba que possui esses acentos.
Exemplos: Incrédulo, gica, nica, à.

Sílaba Subtônica

Só existe em palavras derivadas, ou seja, que provêm de outras palavras. Elas coincidem com a sílaba tônica da palavra primitiva (De origem), e por isso, se tornam subtônicas da derivada.
Exemplos: Cachorrinho (A sílaba tônica é -Chor, e a subtônica, -ri), Simplesmente (Sílaba Tônica: Sim (Da palavra Simples), e subtônica: -men).

Classificação de sílabas tônicas:

Há três (3) divisões:
  • Oxítona: Quando a sílaba tônica é a última sílaba. Ex: Feliz.
  • Paroxítona: Quando a sílaba tônica é a penúltima sílaba. Ex: Amigo.
  • Proparoxítona: Quando a sílaba é a antepenúltima da palavra. Ex: Proparotona.

Sílaba Átona

As demais sílabas de uma palavra e que não possuem uma fonética forte são chamadas de átonas (Prefixo grego a [negação]+ tono [τόνος, do grego, significa "Tom"], ou seja, "sem tom" ou "sem acento").
Exemplos: Felicidade (A sílaba em negrito é a tônica, e as sublinhadas são as átonas), Cachorro (Tônica: -Chor e Átona: Ca e -ro), Ca(Tônica: -fé e átona: Ca).

Isso é tudo pessoal.
Espero que tenha aprendido.
Até amanhã.